30.6.09
Depois de um colóquio inspirador sobre as homossexualidades e a psicanálise, e depois de uma madrugada de produções psicanalíticas sobre o fantástico que é o feminino, não poderia deixar de imprimir aqui um pedaço do que foi tomada a minha alma na sexta, no sábado, no domingo e principalmente na segunda.
Mas, por mais que eu escreva, prefiro pegar emprestadas as palavras da quarta musa de Platão.
Porque o amor é lindo, mas a poesia feminina é mais!
A uma mulher amada
Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.
Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.
Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro... eu tremo.
(Sapho de Lesbos)
:: por FERNANDA SAMICO :: 5:52 PM ::
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