Fê Samico
Corpo em Stars Hollow.
Alma no Rio de Janeiro.
E um problema seríssimo de joelho.
Lacanian Ink
Matemática e Psicanálise
Adiós Lounge
Michel Melamed
ZURA!
morango malagueta morfina
Banana Pop
Jesus me chicoteia!
Paulinho Tattoo
MEU FOTOLOG!!!
Numa galáxia distate, há muitos anos atrás...
Fernanda Samico Küpper
Criar seu crachá da Web
Gosto de nós
O que é isso de ser eu sem você?
O que é isso de ser bom sem ser seu?
O que é isso de poder ser só meu?
Ou só nosso, e não só seu?
Eu sem você?
Nós sem eu?
Nós sem você?
Mas quem dá os nós é você!
Ou sou eu, eu achando que sou você?
Se eu me olhar no espelho, será que vejo você?
Ou o(s) nós?
(FSK)
Da simplicidade das coisas
Existe o cheiro de terra.
Existe o vento frio e refrescante.
Existe a grama molhada.
Existe a lingua do cachorro.
Existe a chuva.
Existe a maresia.
Existe a vida.
E a morte.
E nenhuma das duas cobra nada para existir.
(FSK)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
(João Cabral de Melo Neto)
Agora eu entendí porquê que amar é dar o que não se tem.
Queria ter escutado uma coisa.
Mas a coisa foi ostra...
"Aos sábados em casa tomo um porre
E sonho soluções fenomenais
Mas quando o sono vem e a noite morre
O dia conta histórias sempre iguais"
(Vinícius de Morais)
Frankenstein
Era o pé de um.
Era a orelha de outro.
Eram os olhos da velha carpideira.
Era o estômago do trovador.
Era a bunda da atriz.
Eram os braços da amante.
Era o nariz, a boca e a fronte de madeira.
Era o pulmão do poeta.
Eram os cabelos da puta.
Era o joelho do pregador.
Era a espinha do viciado.
Eram os dedos do apostador.
Era o pescoço da dona de casa.
Era a coxa da freira.
Eram os seios da mãe.
Era o coração do otário.
Era a alma do palhaço.
Eram os anos do louco.
Era o pé de Um e a orelha do Outro.
E os olhos da velha carpideira.
(F.S.K.)

Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa! Mamase mamasa mamakusa!
Depois de um colóquio inspirador sobre as homossexualidades e a psicanálise, e depois de uma madrugada de produções psicanalíticas sobre o fantástico que é o feminino, não poderia deixar de imprimir aqui um pedaço do que foi tomada a minha alma na sexta, no sábado, no domingo e principalmente na segunda.
Mas, por mais que eu escreva, prefiro pegar emprestadas as palavras da quarta musa de Platão.
Porque o amor é lindo, mas a poesia feminina é mais!
A uma mulher amada
Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.
Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.
Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro... eu tremo.
(Sapho de Lesbos)
Robô programado para amar tem ataquem obsessivo
Máquina abraçava sua vítima repetidamente, enquanto se declarava com sons estranhos
Por Stella Dauer
Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora e tentar evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem e exigindo abraços.
Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Após uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, este acabou perdendo o controle de si. Em um desses dias, quando a mulher tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.
A mulher só pode sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas e só então o sufoco passou. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com barulhos animalescos.
De acordo com o site Geekologie o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente, mas é otimista ao declarar que espera produzir outro robô que tenha sucesso aonde este falhou. “Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um diz viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs”, disse.
Fonte: Yahoo/Geek
Gosto de nós
O que é isso de ser eu sem você?
O que é isso de ser bom sem ser seu?
O que é isso de poder ser só meu?
Ou só nosso, e não só seu?
Eu sem você?
Nós sem eu?
Nós sem você?
Mas quem dá os nós é você!
Ou sou eu, eu achando que sou você?
Se eu me olhar no espelho, será que vejo você?
Ou o(s) nós?
(FSK)
“Veja que beleza
Em diversas cores
Veja que beleza
Em vários sabores
A burrice está na mesa
Ensinada nas escolas
Universidade e principalmente
Nas academias de louros e letras
Ela está presente
E já foi com muita honra
Doutorada honoris causa
Não tem preconceito ou ideologia
Anda na esquerda, anda na direita
Não tem hora, não escolhe causa
E nada rejeita
Veja que beleza
Em diversas cores
Veja que beleza
Em vários sabores
A burrice está na mesa
Refinada, poliglota
Ela é transmitida por jornais e rádios
Mas a consagração
Chegou com o advento da televisão
É amigo da beleza
Gente feia não tem direito~
Conferindo rimas com fiel constância
Tu trazes em guarda
Toda concordância gramaticadora
Da língua portuguesa
Eterna defensora”
(Tom Zé)
Faz tempo que não venho aqui. Escrever é uma coisa muita difícil quando não se tem tempo ou quando se está tranquila... Eu tenho um pouco de tempo e nem sempre estou tranquila. It´s an oxymoron.
Escrever é uma coisa muito pessoal. Íntima. Eu escrevo num blog público. It´s an oxymoron.
Me conta agora como é que hei de partir?
Me diz pra onde é que inda posso ir?
Diz com que pernas devo seguir?
Meu sangue errou de veia e se perdeu.
Me explica com que cara eu vou sair.
Agora conta como hei de partir...
(CBH)
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
(Guardar, Antônio Cícero)
Não vou mais traduzir o texto do Zizek. Perdí a vontade, aliás acho que a vontade nunca existiu, então eu não perdí a vontade. Não dá pra perder uma coisa que não existiu... ou dá?

O Real Lacaniano
Televisão
Slavoj Zizek
Vamos proceder como idiotas: vamos ler este título literalmente e perguntar-nos, não a pergunta "o que é que podemos aprender sobre TV dentro do ensino de Lacan?" que nos levaria ao caminho errado da chamada psicanálise aplicada, mas a pergunta invertida: "O que podemos aprender acerca do ensino de Lacan partindo do fenômeno da TV?" À primeira vista, isso parece tão absurdo como a bem conhecida proposição hegeliana de frenologia, "o espírito é o osso": a equalização da mais sublime, elusiva teoria com o vulgar fenômeno cultural de massas. Mas talvez, como na proposição hegeliana, existe uma "verdade especulativa" sob a óbvia banalidade - talvez algumas peculiaridades do programa da TV americana nos permitem compreender a proposição lacaniana fundamental de que psicanálise não é uma psicologia: as mais íntimas convicções - mesmo os mais íntimos sentimentos como compaixão, choro, tristeza, riso - podem ser transferidas, delegadas a terceiros sem perder a sua sinceridade.
Primeira lição de TV: psicanálise não é psicologia
No seu seminário sobre A Ética da Psicanálise, Lacan fala do papel do Coro na Tragédia Antiga: nós, os expectadores, viemos ao teatro aborrecidos, cheios dos problemas cotidianos, não conseguimos nos acostumar, sem muita reserva, aos problemas da peça, ou seja, de sentirmos os medos e compaixões requeridos pelo enredo. Mas não há problema, temos o Coro, que está sentindo a tristeza e a compaixão no nosso lugar, ou, mais precisamente, estamos sentindo estas emoções por intermédio do Coro: "Você está, então, aliviado de todas as preocupações, mesmo que você não sinta nada, é o Coro que irá sentí-lo em seu lugar. "[1] Mesmo que nós, os espectadores, estejamos tranquilamente assistindo o show, objetivamente - para usar esta boa e velha expressão stalinista - estamos cumprindo nosso dever de sentir compaixão pelos heróis. Nas chamadas sociedades primitivas, encontramos o mesmo fenômeno na forma de "carpideiras", mulheres contratadas para chorar no nosso lugar. Então, por intermédio de outro, cumprimos nosso dever de luto, para que possamos gastar nosso tempo com assuntos mais rentáveis, como, por exemplo, contestar a forma de dividir a herança do falecido.
Porém, para evitar a impressão de que essa exteriorização, esta transferência de nossos sentimentos mais íntimos, é apenas uma característica da assim chamada fase primitiva de desenvolvimento da humanindade, vamos nos lembrar de um fenômeno bastante comum nos programas de TV ou seriados populares - o riso-enlatado. Após alguma situação supostamente engraçada ou espirituosa, é possível ouvir os risos e aplausos que são inseridos na trilha sonora do próprio show. Aqui temos a exata contrapartida do Coro na tragédia antiga, é aqui que temos de olhar para "a Antigüidade atual." Quer dizer, por que este riso? A primeira resposta possível - serve para recordarem-nos da hora de rir - é bastante interessante porque implica o paradoxo que o riso é uma questão de dever e não de algum sentimento espontâneo. Mas esta resposta não é suficiente, porque normalmente nós não rimos. A única resposta correta seria, então, que - consubstanciado na TV - o riso enlatado está libertando-nos do nosso dever de rir, ou seja, está rindo por nós. Portanto, mesmo que cansados da dura jornada de um trabalho estúpido, todos nós não fazemos nada à noite além de olhar para a tela da televisão, podemos dizer depois que, objetivamente, por mim, através de um outro, nós realmente nos divertimos.
Tudo isso é, claro, apenas para ilustrar a alienação do sujeito no significante, logo que ele é capturado na rede significante radicalmente exterior, ele é mortificado, desmembrado, dividido. Para ter uma idéia do que se entende pela divisão do sujeito lacaniano, é preciso apenas lembrar o paradoxo conhecido de Lewis Carroll: "Estou tão feliz que não gosto aspargos", disse a pequena menina para uma simpático amigo. "Porque, se eu gostasse, deveria comê-los - e eu não posso nem pensar na hipótese!" Aqui você tem todo o problema lacaniano da reflexividade do desejo: desejo também é uma vontade de um desejo, ou seja, a questão é não imediatamente ", o que eu desejo?", mas, "há um monte de coisas que eu desejo, eu tenho um monte de desejos - qual destes vale apena ser o objeto do meu desejo? Que desejo que deveria desejar? "Este paradoxo é literalmente reproduzido nas situações básicas dos processos políticos stalinistas clássicos, onde a vítima deve, ao mesmo tempo, supostamente confessar seu amor para os aspargos (a burguesia, a contra-revolução) e expressam uma atitude de repúdio para com a sua própria atividade, que vai ao ponto de exigir a pena de morte para si própria. É por isso que o stalinismo é o exemplo perfeito da diferença entre o sujet d'énoncé (sujeito do enunciado) e os sujet d'énonciation (sijeito da enunciação). A exigência de que o Partido endereça para ele é: "Neste momento, o partido necessita para consolidar os ganhos do processo revolucionário, então seja um bom comunista e faça um último serviço ao regime e confesse." Aqui nós temos a divisão do sujeito na sua mais pura forma: a única forma de o acusado se garantir como um bom comunista, em termos do sujet d'énonciation, será confessar, ou seja, apontar-se, ao nível da sujet d'énoncé, como um traidor. Ernesto Laclau foi talvez correto quando observou que o stalinismo não é só um fenômeno de linguagem, a própria lingua é que é um fenômeno stalinista.
Aqui, no entanto, é preciso distinguir atentamente este conceito lacaniano de sujeito dividido e a noção "pós-estruturalista" de posições-subjetivas. No "pós-estruturalismo", o sujeito é geralmente reduzido a sujeição. Ele é concebido como um efeito de um processo fundamentalmente não-subjetivo: o sujeito é capturado, atravessado pelo processo pré-subjetivo (de "escrita", do "desejo", etc), a tónica é colocada em diferentes modos de morrer como indivíduos "experiência", "ao vivo", as suas posições como "sujeitos", "actores", "agentes" do processo histórico. Por exemplo, é apenas em um determinado ponto da história da Europa que o autor de obras de arte, um pintor ou um escritor, começou a ver-se como uma pessoa criativa, que, no seu trabalho, está a dar expressão às suas subjectivas riqueza interior. O grande maestro dessa análise foi, obviamente, Foucault: um poderá dizer que o ponto principal do seu trabalho era tarde para articular os diferentes modos de como os indivíduos assumirem as suas posições-sujeito
The Lacanian Real
Television
Slavoj Zizek
Lacan: Television -
Let’s proceed like idiots; let’s take this title literally and ask ourselves a question, not the question, “what can we learn about TV from Lacan’s teaching?” which would get us on the wrong path of so-called applied psychoanalysis, but the inverse question, “what can we learn about Lacan’s teaching from the TV phenomenon?” At first sight, this seems as absurd as the well-known Hegelian proposition defining phrenology, “the spirit is the bone”: the equalization of the most sublime, elusive theory with the vulgar mass-cultural phenomenon. But perhaps, as in the Hegelian proposition, there is a “speculative truth” beneath the obvious banality - perhaps certain peculiarities of the American TV program allow us to grasp the fundamental Lacanian proposition that psychoanalysis is not a psychology: the most intimate beliefs - even the most intimate emotions such as compassion, crying, sorrow, laughter - can be transferred, delegated to others without losing their sincerity.
The first TV-lesson: psychoanalysis is not psychology
In his seminar on The Ethics of Psychoanalysis, Lacan is speaking of the role of the Chorus in antique tragedy: we, the spectators, came to the theatre worried, full of everyday problems, unable to accustom ourselves without reserve to the problems of the play, i.e. to feel the required fears and compassions. But no problem; there is the Chorus, which is feeling the sorrow and the compassion instead of us, or, more precisely, we are feeling the required emotions through the medium of the Chorus: “You are then relieved of all worries, even if you don’t feel anything; it is the Chorus who will do it in your place.” [1] Even if we, the spectators, are just drowsily watching the show, objectively - to use this good old Stalinist expression - we are doing our duty of feeling compassion for the heroes. In so-called primitive societies, we find the same phenomenon in the form of “weepers,” women hired to cry instead of us. So, through the medium of the other, we accomplish our duty of mourning, while we can spend our time on more profitable exploits, disputing how to divide the inheritance of the deceased, for example.
But to avoid the impression that this exteriorization, this transference of our most intimate feelings, is just a characteristic of the so called primitive stages of development, let’s remind ourselves of a phenomenon quite usual in popular TV shows or serials - canned-laughter. After some supposedly funny or witty remark, you can hear the laughter and the applause included in the soundtrack of the show itself. Here we have die exact counterpart of the Chorus in antique tragedy; it’s here that we have to look for “living Antiquity.” That is to say, why this laughter? The first possible answer - that it serves to remind us when to laugh - is interesting enough because it implies the paradox that laughter is a matter of duty and not of some spontaneous feeling. But this answer isn’t sufficient, because usually we don’t laugh. The only correct answer would then be that the other - embodied in the TV-set - is relieving us even of our duty to laugh, i.e., is laughing instead of us. So, even if, tired from the hard day’s stupid work, we did nothing all evening but gaze drowsily into the TV-screen, we can say afterwards that objectively, through me medium of the other, we had a really good time.
All this is, of course, just to illustrate the alienation of the subject in the signifier as soon as he is caught in the radically exterior signifying network, he is mortified, dismembered, divided. To get an idea of what is meant by the Lacanian division of the subject, one has only to remember the well-known paradox of Lewis Carroll: “I’m so glad I don’t like asparagus,” said the small girl to a sympathetic friend. “Because, if I did, I should have to eat it - and I can’t bear it!” Here you have the whole Lacanian problem of the reflexivity of desire: desire is always a desire of a desire, i.e., the question is not immediately, “what should I desire?” but, “there are a lot of things that I desire; I have a lot of desires - which of them is worth being the object of my desire? Which desire should I desire?” This paradox is literally reproduced in the basic situation of the classic Stalinist political processes where the accused victim is at the same time supposed to confess his love for the asparagus (the bourgeoisie, the counter-revolution) and express an attitude of disgust towards his own activity which goes to the point of demanding the death penalty for himself. That’s why the Stalinist victim is the perfect example of the difference between the sujet d’énoncé (subject of the statement) and the sujet d’énonciation (subject of the enunciating). The demand that the Party addresses to him is: “At this moment, the Party needs the process to consolidate the revolutionary gains, so be a good communist, do a last service to the Party and confess.” Here we have the division of the subject in its purest form: the only way for the accused to confirm himself as a good communist at the level of the sujet d’énonciation, is to confess, i.e., to determine himself, at the level of the sujet d’énoncé, as a traitor. Ernesto Laclau was perhaps right when he once remarked that it isn’t only Stalinism which is a language-phenomenon; it is already language itself which is a Stalinist phenomenon.
Here, however, we must carefully distinguish between this Lacanian notion of the divided subject and the “post-structuralist” notion of the subject-positions. In “post-structuralism,” the subject is usually reduced to subjection. He is conceived as an effect of a fundamentally non-subjective process: the subject is always caught in, traversed by, the pre-subjective process (of “writing,” of “desire,” etc.), and the accent is put on die different modes of how individuals “experience,” “live,” their positions as “subjects,” “actors,” “agents” of the historical process. For example, it is only at a certain point in European history that the author of works of art, a painter or a writer, began to see himself as a creative individual who, in his work, is giving expression to his interior subjective richness. The great master of such analysis was, of course, Foucault: one might say that the main point of his late work was to articulate the different modes of how individuals assume their subject-positions.
But with Lacan, we have quite another notion of the subject. To put it in a simple way: if we abstract, if we subtract all the richness of the different modes of subjectivization, all the fullness of experience present in the way individuals “live” their subject-positions, what remains is an empty place which was filled out with this richness; and this original void, this lack of the symbolic structure is the subject, the subject of the signifier. The subject is therefore to be strictly opposed to the effect of subjectivation: what the subjectivation masks is not a pre- or trans-subjective process of writing but a lack in the structure, a lack which is the subject.
Our predominant idea of the subject is, in Lacanian terms, that of the “subject of the signified,” the active agent, the bearer of some signification who is trying to express himself in the language. The starting point of Lacan is, of course, that the symbolic representation represents the subject always in a distorted way, that it is always a displacement, a failure, i.e., that the subject cannot find a signifier which would be “his own,” that he is always saying less or too much, in short: something other than what he wanted, intended to say. The usual conclusion from this would be that the subject is some kind of interior richness of meaning which always exceeds its symbolic articulation: “language cannot express fully what I’m trying to say…” The Lacanian thesis is its exact opposite: this surplus of signification masks a fundamental lack. The subject of the signifier is precisely this lack, this impossibility to find a signifier which would be “his own”: the failure of his representation is a positive condition. The subject tries to articulate himself in a signifying representation, and the representation fails; instead of a richness we have a lack, and this void opened by the failure is the subject of the signifier. To put it in a paradoxical way: the subject of the signifier is a retroactive effect of the failure of his own representation; that’s why the failure of representation is the only way to represent him adequately.
To make this crucial point clearer, let’s take again the Hegelian proposition on phrenology: “the spirit (the subject) is a bone, a skull (der Geist ist ein Knochen).” If we read this proposition literally, it is vulgar-materialistic nonsense, reducing the subject to his immediate material reality. But where lies, in Hegel’s words, the speculative truth of this proposition? The effect of the phrase, “the spirit is a bone.” On the listener is the feeling of its utter inadequacy, of its absolute contradiction: it is total nonsense - how can we reduce the spirit, its dialectical movement, to an inert presence of a dead object, of a skull? The Hegelian answer me subject is precisely this absolute contradiction, this absolute negativity that we feel when we experience the uttermost inadequacy of the proposition, “the spirit is the bone.” We have here a kind of dialogic economy: we articulate a proposition defining the subject, and our attempt fails; we experience the absolute contradiction, the extreme negative relationship between the subject and the predicate - and it’s precisely this absolute discordance which is the subject as absolute negativity. It is the same as with a well-known joke from the Soviet Union about Rabinovitch, a Jew who wants to emigrate. The bureaucrat at the emigration office asks him why; Rabinovitch answers: “There are two reasons why. The first is that I’m afraid that in the Soviet Union, the communists will lose power, there will be a counter-revolution, and the new power will put all the blame for the communist crimes on us Jews - and there will be again the anti-Jewish pogroms…” “But,” interrupts the bureaucrat, “this is pure nonsense; nothing can change in the Soviet Union - the Soviet power will last eternally!” “Well,” responds Rabinovitch calmly, “that’s my second reason.” The logic is here the same as with the Hegelian proposition, “the spirit is a bone”: the failure itself of a first reading gives us the true meaning.
Que falo que nada...
O negócio é ter cojones!
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Sabe aquela constatação muda? Aquela que se você tentar explicar nunca vai alcançar seu tamanho ou importância ou dimensão?
Então.
Pledge to go fur-free at PETA.org.
E tenho dito!
São Sebastião
Tua cidade tem as curvas
Quais as curvas de um nobre violão
Não será razão de tanta musica bonita
Ter-se feito em sua mão
Oh! Pai Odé
Protege as matas que circundam esse altar
Que da maré vazante ou cheia
Já se ocupa Yemanjá
São Sebastião do Rio flechado
Em seu peito atravessado
Pelas setas dos seus filhos
Queira a Deus que os meninos
achem a trilha nos seus trilhos
inspirados na beleza do seu verde e seu anil
e mereçam a cidade estandarte do Brasil
E que outros mil poetas
Venham te cantar meu Rio
São Sebastião
Tua cidade cor de rosa
fez da prosa um belo samba de noel
Se eu fosse Gardel cantaria um tango
pelo tanto dos encantos de Isabel
Oh! meu São Tomé se alguém dúvida
passe os olhos pela Urca e o Sumaré
Onde a Imperatriz beijou a flor
Porta-bandeira da cidade mais feliz
São Sebastião do Rio flertado
Ribeirão puro encantado
Sol no casco dos navios
te naveguem as mais belas
e os mais belos dos bravios
Nessas águas que fizeram de Machado
suas letras imortais
Entre copas de Salgueiros e Mangueiras tropicais
E que novas musas venham te inspirar a paz
Aviso da lua que menstrua
Elisa Lucinda
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
Mais uma, só pra me arrebentar...

Hope, expectation, Bright promises.
The Moon is a card of magic and mystery - when prominent you know that nothing is as it seems, particularly when it concerns relationships. All logic is thrown out the window.
The Moon is all about visions and illusions, madness, genius and poetry. This is a card that has to do with sleep, and so with both dreams and nightmares. It is a scary card in that it warns that there might be hidden enemies, tricks and falsehoods. But it should also be remembered that this is a card of great creativity, of powerful magic, primal feelings and intuition. You may be going through a time of emotional and mental trial; if you have any past mental problems, you must be vigilant in taking your medication but avoid drugs or alcohol, as abuse of either will cause them irreparable damage. This time however, can also result in great creativity, psychic powers, visions and insight. You can and should trust your intuition.
What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.